Os juros subiram. O mercado imobiliário não ligou.

Home / Blog / Os juros subiram. O mercado imobiliário não ligou.
Os juros subiram. O mercado imobiliário não ligou.

Os juros subiram. O mercado imobiliário não ligou.

31 de agosto de 2026

Mesmo com financiamentos acima de 11% ao ano e Selic em 14,5%, lançamentos seguem aquecidos e construtoras reinventam a forma de vender imóveis em Brusque.

O financiamento ficou mais pesado

Quem sonha em financiar um imóvel hoje provavelmente já levou um pequeno susto depois de abrir a simulação do banco. Com a Selic em 14,5% ao ano, os juros do crédito imobiliário continuam elevados e já passam dos 11% ao ano mais TR em boa parte das instituições financeiras. Traduzindo para o português claro: a parcela ficou mais pesada e o custo final do imóvel aumentou bastante. O que antes parecia caber tranquilo no orçamento, agora exige mais planejamento, mais entrada e, em muitos casos, um café reforçado antes de olhar o valor total financiado. Mas o mais curioso é que, mesmo com esse cenário, o mercado imobiliário não travou. Muito pelo contrário. O brasileiro continua querendo comprar imóvel, seja para morar, investir ou proteger patrimônio. E isso acontece porque, historicamente, imóvel continua sendo visto como segurança. O comportamento do comprador mudou, ficou mais cauteloso e estratégico, mas a procura continua forte, principalmente em cidades que seguem crescendo como Brusque. O sonho da casa própria ficou mais racional, menos impulsivo e muito mais calculado. E quem entende o momento consegue negociar melhor e comprar com mais inteligência.

Quando a construtora virou quase um banco

Se os bancos apertaram o crédito, as construtoras trataram de encontrar alternativas. E talvez essa seja a transformação mais interessante do mercado imobiliário atual. Em vez de depender exclusivamente dos financiamentos tradicionais, muitas incorporadoras passaram a oferecer condições que poucos anos atrás pareciam improváveis. Hoje, já existem empreendimentos em Brusque com parcelamento direto com a construtora em até 144 vezes. Em alguns lançamentos de loteamentos, os terrenos chegam a ser parcelados em até 180 meses. Sim, quinze anos pagando direto com a urbanizadora. Isso mostra o quanto o mercado precisou se adaptar para continuar girando mesmo com juros elevados. Além dos prazos longos, surgiram entradas facilitadas, reforços diluídos e pós-obra estendido, criando uma realidade onde comprar na planta se tornou muito mais viável do que financiar um imóvel pronto no modelo tradicional. Enquanto os bancos ficaram mais rígidos, as construtoras ficaram mais criativas. E o comprador, claro, percebeu isso rapidamente. Hoje, flexibilidade virou argumento tão forte quanto localização. O mercado mudou rápido, e quem percebeu isso saiu na frente.

Brusque continua acelerando

Basta andar pela cidade para perceber que o mercado imobiliário de Brusque segue em ritmo forte. Gruas continuam aparecendo, novos lançamentos surgem praticamente toda semana e os empreendimentos estão cada vez mais ousados. Mesmo em um cenário econômico longe do ideal, o setor continua aquecido porque existe demanda, crescimento e confiança no potencial da cidade. Brusque vive um momento raro: crescimento populacional, fortalecimento econômico e expansão urbana acontecendo ao mesmo tempo. Isso ajuda a explicar por que tanta gente continua investindo em imóveis mesmo com juros elevados. O comprador atual talvez esteja mais seletivo, faça mais contas e negocie mais do que antes, mas ele não desapareceu. Pelo contrário. Muitos investidores enxergam justamente nos momentos de maior cautela as melhores oportunidades para comprar bem e se posicionar antes de uma futura queda mais forte dos juros. O mercado não ignorou a Selic alta. Ele apenas aprendeu a funcionar de outro jeito. E pelo ritmo das aprovações, dos tapumes e das novas áreas em desenvolvimento, fica claro que ainda vem muita coisa por aí. Brusque ainda está longe de desacelerar.

Simule seu financiamento

Por Arthur Baron

Postagens semelhantes

Whatsapp